sexta-feira, 27 de junho de 2008
Link interessante
http://conticasos.nireblog.com/post/2006/12/15/perguntas-curiosas
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Curiosidades...
Nada que possa gerar polémica, a meu ver, mas uma interessante forma de nos aculturarmos!
Aqui vai:
«O coração de um homem adulto é do tamanho de um pulso fechado e pesa, em média, 340 gramas.
Funciona a um ritmo de 72 batidas por minuto, 104 000 por dia, 38 milhões por ano e algo em torno de 2,5 biliões de batidas ao longo de toda a vida.
Um adulto pisca os olhos 24 vezes por minuto e cada piscadela dura apenas 50 milésimos de segundo.
Desta forma ficamos sem ver 1,2 segundos em cada minuto.
Cada olho tem cerca de 200 pestanas. No entanto, elas estão em constante substituição, pois cada uma tem apenas 90 a 150 dias de vida.
A cabeça tem, em média, 120 000 fios de cabelos.
Cada fio vive cerca de 4 anos.
Ao longo da vida, o organismo produz cerca de 3 milhões de fios de cabelo.
O cabelo cresce 15 centímetros por ano.
Durante a nossa vida, cortamos cerca de 9 metros de cabelo.
Um espirro pode atingir uma velocidade alucinante - até 160 km por hora.
Da Terra vê-se sempre a mesma face da Lua. A face oculta nunca está visível porque o seu movimento de rotação (rotação em torno do seu eixo) tem exactamente a mesma duração do seu movimento de translação (em torno da Terra), que é de vinte e sete dias e oito horas.
Se quiséssemos documentar a história do nosso planeta, desde a sua formação, dia após dia, ano após ano, num único volume de exactamente mil páginas, cada página cobriria 4 milhões e meio de anos; as primeiras 250 páginas descreveriam o desenvolvimento das condições essenciais ao aparecimento da vida na Terra, a Idade dos Dinossauros exigiria umas 30 páginas; somente na página 984 apareceria o primeiro mamífero; e testando a nossa capacidade de síntese, tudo o que aconteceu desde a pintura nas cavernas até às viagens espaciais teria de ser condensado na palavra final.»
domingo, 6 de abril de 2008
Uma Esperança...?
É importante que se perceba que o vírus da SIDA foi criado em laboratório, (não se sabe ainda ao certo com que fim) , e que rapidamente se espalhou por todo o mundo, afectando primeiramente o meio homossexual masculino, e alastrando-se depois aos dois sexos.
Agora, fazem-se esforços inglórios para tentar combatê-lo, mas em vão. Cada vez mais pessoas morrem infectadas com HIV, e nada parece poder detê-lo!
No entanto, pode haver uma esperança! Segundo um artigo publicado no site Veja -online, em Fevereiro de 2003, há oito anos que os cientistas estudam o comportamento de uma célula, a CTL, ao vírus da Sida.
A CTL «tem por missão identificar e destruir células infectadas por vírus ou tumores», e foi pela primeira vez detectada em prostitutas Quenianas, que eram IMUNES ao vírus da SIDA.
Se os cientistas conseguirem perceber o mecanismo que desencadeia a diferença de comportamento desta célula no organismo destas mulheres, em relação ao organismo do resto da população mundial, poderemos estar face a um progresso científico sem precedentes!
Mas há-que pôr a questão: se não resultar, o que será de nós??? Deixo a questão.
sábado, 5 de abril de 2008
Enstein contra Magueijo
O que também é facto é que existem certas teorias para as quais esse pensamento parece não ser válido. É o caso da Teoria da Relatividade de Einstein. Mas e se, realmente, esta não fôr válida? Parece impossível, visto vigorar há tanto tempo. Mas , punhamos a hipótese: será? Deixo aqui uma pequena noticia sobre a Teoria de João Magueijo, cientista Português que teve a ousadia de questionar um dos maiores cientistas até hoje conhecidos. Reflictam e deêm a vossa opinião.
«João Magueijo (JM) é um cosmólogo com largo reconhecimento
internacional, antigo aluno Faculdade de Ciências da Universidade de
Lisboa (FCUL), onde concluiu a licenciatura em Física. Actualmente, é
professor de Física Teórica no Imperial College da Universidade de
Londres, depois de ter passado pela Universidade de Cambridge (St.
John’s College) onde fez o seu doutoramento (Trinity College).
Nos últimos anos atingiu uma maior notoriedade, que se tem traduzido
numa presença frequente nos órgãos de comunicação, na sequência
de vários trabalhos publicados em colaboração com alguns
reconhecidos cosmólogos (Andreas Albrecht e John Barrow) ou
isoladamente, nos quais desenvolve um quadro alternativo para resolver
os famosos enigmas do modelo de Big Bang do Universo. Na
perspectiva deste modelo, a grande uniformidade do Universo (a sua
homogeneidade e isotropia, bem como as flutuações de densidade
que estão na origem da formação de galáxias, eram assumidas como
“condições iniciais” da teoria, sem nenhuma explicação aparente. Até
há bem pouco tempo, todas as tentativas de ultrapassar este quadro e
oferecer uma explicação com base em processos físicos calculáveis
passavam por um Cenário Inflacionário no qual o Universo sofria um
período de expansão acelerada, produzida por um campo enigmático
conhecido pelo “inflatão”. O mecanismo deste campo traduzia-se
numa modificação do conteúdo material do Universo de tal modo que
a gravidade ordinária de Einstein se tornava repulsiva e provocava uma
fase de expansão “superluminal” do Universo.
JM e seus colaboradores interrogavam-se se seria a inflação a
verdadeira solução para os enigmas do Big Bang. E numa tentativa de
enriquecer o debate, avançaram outra alternativa à cosmologia
inflacionária: em vez de alterar o conteúdo material do Universo,
optaram por admitir uma velocidade da luz muito mais elevada no
Universo primitivo, seguida de uma desaceleração para o seu valor
actual. Com isto, conseguiram desenvolver um novo cenário onde
grande parte dos referidos enigmas era resolvida. Porém esta alteração,
a princípio admitida como uma simples hipótese de trabalho, não é
aceite pela comunidade científica por entrar em conflito com a física
actual, pois colide com um dos Postulados da Teoria da Relatividade
Restrita de Einstein, o postulado da invariância da velocidade da luz no
vácuo, c. Desde então, c é considerada como uma das constantes
universais da física. Assim, a hipótese de JM e seus colaboradores vem
chocar com um dos princípios sacrossantos da física moderna. É claro
que JM tem perfeita consciência desta dificuldade, e por isso mesmo
tem procurado ultimamente construir um quadro fisicamente razoável
para desenvolver as teorias da velocidade da luz variável, que tem
repercussões praticamente em toda a física actual. Daí a grande
importância das investigações deste físico português a trabalhar no
Reino Unido. Só o futuro dirá se estas teorias serão levadas a bom porto,
apesar das naturais reticências levantadas por muitos físicos. Por mim,
defendo que todos temos a ganhar com o enriquecimento de um
debate que vai com certeza proporcionar uma melhor fundamentação
das teorias físicas. Mas será que esta via tornará mais viável uma teoria
quântica da gravitação? Ou será antes o caso que estes dois belos
edifícios construídos no século XX permanecerão definitivamente
separados, como alguns sugerem?»
Lisboa, 8 de Janeiro de 2007
Paulo Crawford
Fonte:cosmo.fis.fc.ul.pt
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Mais Matemática!
Desta vez vou-vos deixar já com uma série de intrigas matemáticas para vocês tentarem resolver. Basicamente precisam de descobrir onde está o erro.
1º - Demonstração de 2=1
X = Y
X2 = XY (multiplica-se por X em ambos os membros)
X2 – Y2 = XY – Y2 (subtrai-se Y2 em ambos os membros)
(X+Y)(X-Y) = Y(X-Y) (factoriza-se em ambos os membros)
(X+Y) = Y (divide-se por (X-Y) em ambos os membros)
Y+Y = Y (substitui-se X por Y)
2 = 1 (divide-se por Y em ambos os membros)
Este já o resolvi
2º - Demonstração de 2=3
-6 = -6
4 – 10 + 25/4 = 9 – 15 + 25/4 (soma-se 25/4 em cada membro)
(2 – 5/2)2 = (3 – 5/2)2 (temos em cada membro um caso notável)
2 = 3
Este ainda não o resolvi
A AVENTURA DOS 35 CAMELOS
Poucas horas havia que viajávamos no meu camelo, sem interrupção, quando nos ocorreu uma aventura digna de registo na qual o meu companheiro Beremiz “O Homem que calculava” pôs em prática, com grande talento, as suas habilidades de exímio algebrista. Encontrámos, perto de um antigo caravançarai meio abandonado, três homens que discutiam acaloradamente ao pé de um lote de camelos. Por entre pragas e impropérios gritavam possessos, furiosos:
- Não pode ser!
- Isto é um roubo!
- Não aceito!
O inteligente Beremiz procurou informar-se do que se tratava.
- Somos os irmãos Namir – esclareceu o mais velho – e recebemos, como herança, esses 35 camelos. Segundo a vontade expressa do meu pai, devo receber a metade, o meu irmão Hamed uma terça parte e Harim, o mais moço, deve tocar apenas a nona parte. Não sabemos, porém, como dividir os 35 camelos visto que dividindo ou por 2 ou por 3 ou por 9 as divisões não são exactas. Como é que havemos de fazer a partilha?
- É muito simples – respondeu Beremiz – permitam-me que junte aos vossos 35 camelos da herança este belo animal que em boa hora aqui nos trouxe.
- Não posso consentir semelhante loucura – repliquei – Como poderemos concluir a viagem se ficarmos sem o camelo?
- Não te preocupes com o resultado, ó bagdali – sossegou-me, em voz baixa, Beremiz – Sei muito bem o que estou a fazer. Cede-me o teu camelo e verás no fim a que conclusão quero chegar.
Tal foi o tom de segurança com que ele falou que não tive dúvida em entregar-lhe o meu belo Jamal, que foi imediatamente reunido aos 35 ali presentes, para serem repartidos entre os três herdeiros.
- Vou, meus amigos – disse-lhes Beremiz – fazer a divisão justa e exacta dos camelos que são, agora, em número de 36.
E voltando-se para o mais velho dos irmãos, assim falou:
- Deverias receber, meu amigo, a metade de 35, isto é, 17 e meio. Receberás a metade de 36 e, portanto, 18. Nada tens a reclamar, pois é claro que saíste a ganhar com esta divisão!
E, dirigindo-se ao segundo herdeiro, continuou:
- E tu, Hamed, deverias receber um terço de 35, isto é, 11 e tal. Vais receber um terço de 36, isto é, 12. Não poderás protestar pois tu também saíste com visível lucro na transacção.
E disse, por fim, ao mais moço:
- E tu, jovem Harim, segundo a vontade do teu pai deverias receber uma nona parte de 35, isto é, 3 e tanto. Vais receber uma nona parte de 36, isto é, 4. O teu lucro foi igualmente notável. Só tens a agradecer-me pelo resultado!
E concluiu Beremiz com a maior segurança e serenidade:
- Pela vantajosa divisão feita entre os irmãos Namir, partilha em que todos saíram a lucrar, couberam 18 camelos ao primeiro, 12 ao segundo e 4 ao terceiro, o que dá um total de 34 camelos (18+12+4). Dos 36 camelos, sobram, portanto, dois. Um pertence, como sabem, ao bagdali, meu amigo e companheiro; outro toca por direito a mim, por ter resolvido, a contento de todos, o complicado problema da herança!
- Sois inteligente, ó estrangeiro! – exclamou o mais velho dos três irmãos – Aceitamos a vossa partilha na certeza de que foi feita com justiça e equidade.
E o astucioso Beremiz, “O Homem que calculava”, tomou logo posse de um dos mais belos “jamales” do grupo e disse-me, entregando-me pela rédea o animal que me pertencia:
- Poderás agora, meu amigo, continuar a viagem no teu camelo manso e seguro. Tenho outro especial para mim!
E continuámos a nossa jornada para Bagdá.
Este é fácil, é só preciso um pouco de atenção.Aguardo os vossos comentários, aconselho a não porem as soluções, caso as descobrirem, nos comentários para não tirar a graça para os próximos que virem. Se quiserem mandem-me para poliveira39@gmail.com, eu responder-vos-ei a confirmar ou não a vossa sugestão de resolução.
Duas cabras e um carro
Trata-se de um problema matemático simples de explicar e que se verificou na realidade: nos Estados Unidos da América, havia um concurso televisivo em que alturas tantas, o concorrente tinha à sua frente 3 portas. Por detrás de duas delas encontravam-se duas cabras (o prémio não desejado) por detrás da terceira, havia um carro (que era o objectivo). Pronto, então o concorrente tinha de escolher uma das portas para ver se ganhava o carro. Depois de escolhida a porta, o apresentador fazia um momento de suspense. Por fim, começava por abrir uma das duas portas que não tinham sido escolhidas, mas abria sempre a que tivesse uma cabra. Nessa altura, o apresentador pergunta ao concorrente se ele quer mudar a sua escolha inicial ou se a quer manter.
E aqui está o ponto fulcral, na tua opinião, é mais vantajoso mudar a escolha, mantê-la, ou é igual?
(caso queiram que eu vos dê a resposta ou que vos explique alguma coisa, mandem-me um mail para poliveira39@gmail.com)
segunda-feira, 3 de março de 2008
Quadrados mágicos
Inicialmente eram constituídos, não por números, mas por colecções de objectos ou arranjos de imagens de trigramas do I Ching*.
Acreditava-se por exemplo que um talismã contendo um quadrado mágico gravado em prata protegia o portador de várias doenças. Era considerado um remédio para a melancolia e a depressão, assim como objecto de uso de videntes e cartomantes. Por vezes, durante a Idade Média, chegaram a ser utilizados em processos judiciais para determinar a culpa ou a inocência dos réus.
Actualmente, é considerado como um desafio, onde a soma dos números de cada linha, cada coluna e de cada diagonal é sempre a mesma.
Sabendo que cada linha, cada coluna e cada diagonal deve somar 1,5, transforma o seguinte quadrado em mágico!

I-Ching, o Livro das Mutações, foi criado há cerca de 3.000 anos na China - Oráculo que utiliza as imagens do Céu, da Terra, dos elementos e da natureza para prever as mudanças do tempo na vida dos humanos.
Para saber mais:
Quadrado mágico (Wikipédia)
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Terá a Ciência Limites?
Nos finais do século XIX a ciência parecia não ter limites, punha em causa a origem do homem e parecia pronta a responder a todas as perguntas do mundo. Escritores como Júlio Verne foram dos seus maiores visionários e previram grandes conquistas da ciência e tecnologia.
O século XX trouxe realmente muitas respostas; chegamos à lua, viajamos à velocidade do som e por momentos parecíamos imparáveis. Ainda assim tudo tem um preço, vimos os malefícios da radiação, vimos como alguns medicamentos se podem tornar “drogas” e transformar-nos em “prisioneiros das curas” e recentemente vimos novos flagelos como o HIV ou mais recentemente a gripe das aves fugir ao nosso controlo e provar o quão vulneráveis estamos.
Neste novo século quais as promessas do mundo da ciência e da tecnologia?
Uns falam da clonagem como cura para doenças ate aqui incuráveis, outros falam em inteligência artificial que dominará o mundo, outros em viagens através do espaço-tempo e alguns depois da morte já congelam o seu corpo na esperança de um dia voltarem a viver graças aos avanços da ciência.
Dito isto lanço o debate; deverá a ciência ter limites? Perante alguns erros no passado, será que não devemos impor barreiras aos avanços da ciência? Podemos nós um dia vencer a própria morte pelos avanços da ciência?
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Clonagem
Será eticamente correcto criar um ser humano a partir de outro, fazendo-o geneticamente idêntico a este, para nossa única satisfação e proveito próprio?
Será moralmente correcto destruir tudo aquilo que a Natureza tem vindo a criar há milhares e milhares de séculos? Quais os benefícios que esta atitude trará à nossa sociedade?
Os estudiosos desta área defendem que a clonagem trará benefícios a nível da saúde, pois criará oportunidades aos doentes terminais de sobreviverem, através da implantação de células estaminais – saudáveis - previamente clonadas, no seu organismo. Outros ainda afirmam que este processo impedirá a extinção de certas espécies, pela clonagem de indivíduos dessas espécies, de modo a perpetuar a sua existência. E justificam também que este será um meio de ajudar casais inférteis a procriar.
Em oposição, estão aqueles que consideram a clonagem anti- ética e anti-natura. Afirmam ser imoral a criação de outro ser humano que não terá, à partida, muitas hipóteses de sobrevivência – para nosso capricho ou utilidade própria, apelando ainda para o abuso da ciência em relação à Natureza, ao pretender refazer tudo aquilo que esta demorou milénios a criar.
È certo que todos estes argumentos são discutíveis, visto não haver provas concretas que sustentem cada um deles. Mas existe, para o último de todos, uma prova irrefutável, que está na base da Evolução e que foi enunciada por Charles Darwin em 1859, no livro A Origem das Espécies : a Teoria da Selecção Natural.
Segundo Darwin, a Selecção Natural é um processo gradual, pelo qual o ambiente leva à eliminação dos membros de uma população, menos adaptados ao meio e com menos capacidade de sobrevivência, antes de atingirem a idade reprodutiva. Por este processo, o ambiente leva também à reprodução diferencial dos diferentes genótipos.
Se a Natureza procede deste modo, e deste modo evoluíram as espécies ao longo do tempo, modificando-se por necessidade de adaptação ao meio e adquirindo diversidade – então de que nos vale tentar ir contra a Lei Natural , abusando da nossa sorte e pondo em risco a nossa sobrevivência?
O argumento que sustenta a possível salvação de espécies em perigo já não é tão forte como parecia: não sabemos quais os resultados de um cruzamento de dois clones, e muito menos se esta clonagem dará origem a indivíduos saudáveis.
Segundo um artigo publicado a 12 de Novembro de 2007, no jornal «Público», as experiências relativas à clonagem tiveram, até agora, 97% de taxa de insucesso. Noutro ainda, publicado a 15 de Novembro, falava-se numa equipa de cientistas que após 10 anos de tentativas falhadas e 15 mil ovócitos perdidos, conseguira clonar um símio, afirmando, porém, que o processo a que haviam recorrido era ainda pouco eficiente.
Portanto, a salvação de uma espécie não é tão linear como isso, e poderá ser apenas uma solução a curto prazo, visto que, com um ambiente em constante mudança e uma necessidade de adaptação crescente, uma população constituída por seres geneticamente idênticos não seria capaz de sobreviver por muito tempo. Por isso a Natureza possibilitou a diversidade.
Quanto ao uso da clonagem para ajuda de casais inférteis, para estes existe uma resposta muito simples e bem mais segura – a fertilização in- vitro. E dado que a taxa de insucesso é tão elevada, não faria sentido tentar ajudar aqueles que perderam um bebé, já que o mais provável seria a perda de outro. E parece-me, como a muitos, imoral e pouco ético pôr os interesses pessoais antes da vida de qualquer ser, humano ou não.
Existe ainda quem apele para a utilidade da clonagem na indústria alimentar, pela criação de animais para consumo. Novamente voltamos à questão do insucesso: os animais poderão sofrer alterações funestas de DNA, o que terá impacto na sua saúde e, consequentemente, na dos consumidores, levando a possíveis epidemias, piores do que as provocadas pela BSE ou pelo surto de H5N1.
Quanto ao uso da clonagem para fins terapêuticos, não me parece haver nada a objectar, contando que tudo seja devidamente estudado e balanceados os seus benefícios e malefícios.
É certo que também são destruídos embriões neste processo, mas estes não chegam sequer a desenvolver-se, sendo-lhes retiradas as células estaminais- posteriormente desenvolvidas in- vitro- antes da primeira semana.
Por isso, parece-me válido que a clonagem seja utilizada para este fim. De outro modo, sou totalmente contra o processo, por me parecer, pelas razões expostas, imoral e anti-ético.
Maria Ana Benoliel Nunes Bonito – 11º1 – nº18
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Clonagem - Um tema sempre "actual"
Fonte: Youtube (Bioética - Clonagem)
A clonagem é ainda um tema pouco discutido, e para algumas pessoas quase tabu; talvez pela sua característica mais dramática de nos oferecer a possibilidade de copiar um ser humano, de criar vida num tubo de ensaio; ou talvez por ser retratada pelo cinema e literatura como algo irreal e futurista. No entanto, há algo de muito terreno no que toca à clonagem: é, actualmente, uma realidade, mas não nos termos a que Hollywood nos habituou.
Mas discutir um tema sem o conhecer é dar um tiro no escuro. A probabilidade de se falhar o alvo é maior, e por isso é preciso saber como se processa a clonagem e as implicações que ela pode ou não trazer para a Humanidade, antes de dizermos sequer se estamos de acordo ou não.
O que é então a clonagem? É uma forma de se produzir uma nova célula com material genético igual àquela que lhe deu origem. Ora dito assim parece uma daquelas definições que vêm nos livros e que ninguém percebe; o melhor é explicitar como tudo realmente se processa: o DNA de uma célula somática (célula que não é sexual; ou seja, é uma célula de uma parte qualquer do corpo de um individuo e não um espermatozóide ou um óvulo) é retirado e transferido para um óvulo cujo núcleo foi previamente removido. De seguida, este óvulo, com o DNA de uma célula somática, recebe energia que o vai ajudar a dividir-se. Depois de divisões sucessivas obtém-se um embrião cujo património genético é igual à célula somática original; ou seja, o embrião tem igual material genético que o dador da célula somática que lhe deu origem. É um embrião clonado. Este embrião tanto se pode desenvolver no corpo do indivíduo a quem pertence o óvulo, como em laboratório. Ora isto leva-nos à existência de dois tipos de clonagem: a reprodutiva, quando ocorre no útero do individuo, e a terapêutica, quando o embrião se desenvolve laboratorialmente. Mas estes tipos de clonagem não se baseiam apenas no “local” onde o embrião se desenvolve. A clonagem reprodutiva tem a ver com a criação de um clone inteiro, ou seja, é a criação de um ser vivo completo com características genéticas iguais à da célula-mãe; enquanto que a clonagem terapêutica está relacionada com a cura de doenças, havendo apenas a clonagem de órgãos ou tecidos específicos do individuo.
É, no entanto, necessária a diferenciação entre estes dois tipos de clonagem, pois para além de serem diferentes em técnicas, procedimentos e complexidade, apresentam problemas morais distintos: a clonagem mais “importante” (inquestionavelmente benéfica e aconselhável) da clonagem menos ética, mais “ficção científica”. Clonar seres humanos completos é, muito provavelmente, um erro não só moral como prático; e a desculpa de que o poder de fazer renascer alguém é uma dádiva é questionável. Isto porque o clone da pessoa em questão, por mais idêntico que seja fisicamente do ser que lhe deu origem, é diferente em personalidade e memórias. Na prática, se perdêssemos um ente querido e o fizéssemos “renascer” dos mortos pelo milagre da clonagem não teríamos essa pessoa de volta, apenas uma projecção física, um holograma palpável, uma laranja sem sumo. Não conseguimos reproduzir na totalidade as condições ambientais, sociais e educacionais onde a pessoa original cresceu e se desenvolveu, e por isso o clone nunca será exactamente igual; terá uma educação diferente, uma personalidade diferente e vivências diferentes. Por isso, com que desculpa e legitimidade podemos nós criar vida desta maneira? Para quê? Com que finalidade? Se o objectivo de uma técnica destas é trazer novas esperanças e oportunidades ao ser humano, que bem inquestionável nos traz a criação de vida humana dentro de um tubo de ensaio?
Há, no entanto, uma clonagem menos drástica, e provavelmente considerada mais moralmente aceitável: é a clonagem para fins terapêuticos e não reprodutivos. Isto apresenta um avanço brutal na medicina; esta técnica permitia por si só a cura de dezenas de doenças. A possibilidade de criar um tecido de qualquer parte do corpo humano oferece-nos um poder que não pode ser questionado. A cura para doenças como Alzheimer e Parkinson estaria garantida; assim como a cura de qualquer doença que exigisse um transplante de tecidos ou órgãos. Esta tarefa era difícil e muitas vezes impossível (resultando na morte do doente) porque era necessário encontrar um dador perfeitamente compatível; com a clonagem esse problema já nem se coloca, porque o tecido transplantado vem da própria pessoa. Haverá dador mais compatível do que o próprio doente…? Mesmo assim, há quem conteste. A imagem de criar um coração humano inteiro dentro de um frasco para depois o transplantar para o corpo doente pode assustar as mentes mais susceptíveis, e talvez fazer lembrar muitos enredos de banda desenhada ou de filmes de terror. De facto, a criação destes tecidos "clonados" tem algo de inacreditável e discutível (será moralmente aceitável clonar vida desta forma? Quebrar a ordem natural?), mas os benefícios são inquestionáveis; muito provavelmente, neste caso, os fins justificam os meios. Basta ver como desde há décadas a vida animal é sacrificada diariamente pelo bem da ciência. Contem todos os ratinhos vítimas de experiências laboratoriais e talvez consigam um número com bastantes algarismos. O que aqui choca os mais conservadores é tratar-se de embriões humanos e não de um qualquer animal. Com que legitimidade podemos usar embriões como cobaias para desenvolver uma técnica desta envergadura? É discutível; mas a lista de doenças curáveis graças à clonagem terapêutica pode e deve pesar no julgamento.
Cabe a cada um construir a sua opinião e argumentar sobre o assunto. Puxar a brasa à sua sardinha é aceitável, mas temos de pensar que as brasas são de todos. Se há liberdade, cada cidadão deve ter tanto o direito de escolher ou não a clonagem como ajuda ou cura para a sua situação, como a responsabilidade de conjugar tal decisão com os seus valores morais, éticos ou religiosos; no entanto, é errado proibir e lutar contra a clonagem só porque se discorda com ela. Quem não quiser que não se sirva dela, mas deixem que a liberdade de escolha de cada um esteja à frente da proibição generalizada.
Ana Sousa nº 1
Renato Rocha nº 22
11º1 (ESPAV)